EUA como modelo
Preocupa-me.
Portugal não está na vanguarda em quase nada. Quando passa num caminho já por lá passaram a maioria dos seus concorrentes. Assim sendo como podemos passar o tempo a ver o nosso futuro, os caminhos que podemos percorrer, e ainda assim, podendo ver as consequências os resultados, possamos permanentemente optar por maus caminhos, por caminhos que vemos já hoje nos levarão ao conflito social permanente, à crise de valores, à injustiça e à desigualdade?
A vantagem de quem segue é poder emendar: porque não seguimos os bons exemplos e emendamos os maus? Como podemos chegar mais longe se assim não fizermos?
Os EUA preocupam-me. Preocupa-me a violência. Preocupa-me a crise de valores. Preocupa-me o desrespeito pela vida humana. Preocupa-me a ignorância de uns líderes e a cegueira de inspiração divina de outros. Preocupam-me os exemplos que disseminam. Preocupam-me as extinções culturais que fazem. Os motivos com que agem. Os adeptos que com facilidade alimentam por todo o mundo. Preocupa-me as armas que têem e usam. Preocupa-me as alianças e os ódios que criam, alimentam e geram. Preocupa-me que sejam eles a construir o ideal ocidental que ficará na História. Preocupa-me o Racismo, a desigualdade de oportunidades, a força.
Preocupa-me que o país das oportunidades, o país do sucesso, do desenvolvimento, dos grandes avanços seja um bolo de muitas camadas e ingredientes, de muita fachada e de muita injustiça, de muitas mentiras e de muitos insucessos. Um bolo temível e invejado.Um bolo repleto de caruncho e de sangue.
Esta reflexão vem a propósito do recente assassínio em massa numa escola americana, como poderia vir a propósito da Querra do Iraque, da contribuição americana para o financiamento da ONU, do protocolo de Quioto, do combate ao terrorismo, das armas de destruição maciça, da pena de morte, do peso da corrente e pensamento de Paul Wolfowitz, do papel na resolução do conflito Palestiniano, das ligações aos interesses judeus, da disseminação de armas entre cidadãos, do papel da Igreja ou de tantas outras questões.
A América não deve ser alvo de ódios ou amores cegos. Mas deve ser compreendida. Compreendida!
Os seus interesses, os seus vícios e os seus ensinamentos!
Pois á luz da História será um modelo tão passageiro como todos os do Passado.

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